Alergia na Primavera: sintomas, causas e quando investigar

24 de setembro de 2026

Mulher com sintomas alérgicos assoando o nariz num parque cheio de árvores. Na consta o seguinte texto: Alergias na primavera.

Espirros em sequência logo ao acordar. Nariz entupido que não desentope. Coceira nos olhos, no nariz, na garganta. Para muita gente, a primavera chega junto com uma rotina conhecida: tomar o antialérgico, melhorar por alguns dias e ver tudo voltar.

E aí vem a frase que quase todo mundo já disse ou ouviu: “é só alergia, já estou acostumado”.

Só que “só alergia” costuma significar noites mal dormidas, cansaço durante o dia, dificuldade de concentração, crises repetidas de sinusite e, em crianças, ronco, respiração pela boca e queda no rendimento escolar.

Este artigo explica por que os sintomas alérgicos costumam piorar na primavera, como diferenciar alergia de resfriado, o que muda quando a causa é investigada e quando procurar um alergista ou um otorrinolaringologista.

Por que a alergia piora na primavera

A primavera concentra alguns fatores que favorecem as crises em quem já tem predisposição alérgica:

  • Polinização: árvores, gramíneas e plantas liberam pólen no ar em maior quantidade. No Sul do Brasil, a alergia a pólen de gramíneas é mais frequente do que em outras regiões do país.
  • Oscilação de temperatura: dias quentes e noites frias, típicos da estação em Santa Catarina, irritam a mucosa nasal e favorecem a inflamação.
  • Umidade e mofo: a combinação de chuva e calor favorece a proliferação de fungos em ambientes fechados.
  • Ácaros: continuam presentes o ano todo, especialmente em colchões, travesseiros, cortinas e tapetes. Muitas vezes, o que a pessoa chama de “alergia de primavera” é, na verdade, alergia a ácaros que se intensifica com a mudança de estação.

Esse último ponto é importante: nem toda crise que aparece na primavera é causada pela primavera. Descobrir o gatilho real é o que muda a forma de tratar.

Alergia ou resfriado? Como diferenciar

Os sintomas se parecem, e a confusão é comum. Alguns sinais ajudam a diferenciar: 

Rinite alérgicaResfriado
DuraçãoSemanas ou meses, enquanto houver exposição ao gatilhoGeralmente de 7 a 10 dias
Coceira (nariz, olhos, garganta)Muito comumPouco comum
Secreção nasalClara e líquidaPode ficar espessa e amarelada
FebreNãoPode ocorrer
EspirrosEm sequência, várias vezes ao diaOcasionais
PadrãoRepete todo ano na mesma época ou em ambientes específicosEpisódio isolado

Se os sintomas “de resfriado” duram mais de duas semanas, voltam sempre na mesma época ou aparecem em situações específicas (ao acordar, ao limpar a casa, ao ficar perto de animais), vale considerar uma avaliação alergológica.

Controlar os sintomas × investigar a causa

O antialérgico tem um papel importante: alivia os sintomas e permite que a pessoa funcione no dia a dia. O problema é quando ele se torna a única estratégia.

Quem apenas controla os sintomas tende a viver em ciclos: crise, remédio, melhora, nova crise. Isso acontece porque o medicamento age sobre a reação do corpo, mas não sobre o que está provocando essa reação.

Investigar a causa muda a lógica. Quando o alergista identifica a quais substâncias a pessoa é sensível, exemplo: ácaros, pólen, pelos de animais, fungos, é possível:

  • Orientar medidas ambientais direcionadas (e não genéricas);
  • Ajustar o tratamento medicamentoso com base no perfil do paciente;
  • Avaliar se há indicação de imunoterapia (tratamento que busca reduzir gradualmente a sensibilidade do organismo ao alérgeno identificado). 

Não se trata de abandonar o antialérgico. Trata-se de deixar de depender exclusivamente dele.

Quando a alergia vira problema de otorrino

A rinite alérgica não fica restrita ao nariz. A inflamação persistente da mucosa nasal pode estar relacionada a: 

  • Sinusites de repetição: a obstrução dificulta a drenagem dos seios da face;
  • Obstrução nasal crônica e respiração pela boca;
  • Ronco e sono de má qualidade, inclusive em crianças;
  • Sensação de ouvido tampado e otites frequentes, principalmente na infância;
  • Alteração do olfato e do paladar;
  • Dor de garganta recorrente pelo gotejamento de secreção.

Por isso, alergia e otorrinolaringologia caminham juntas. Muitas vezes o paciente chega ao otorrino por causa de sinusites ou obstrução nasal e descobre que a origem é alérgica, já em outras, é o alergista quem percebe alterações que pedem o olhar do otorrino. Na Otopan, as duas especialidades estão no mesmo lugar, o que encurta esse caminho e permite que a investigação e o tratamento aconteçam de forma integrada, sem que o paciente precise recomeçar a história em cada consultório. 

Crianças: sinais que os pais costumam normalizar

Em crianças, a rinite alérgica muitas vezes não é percebida como alergia. Os sinais aparecem de outras formas, as crianças costumam:

  • Dormir de boca aberta ou roncar;
  • Acordar cansada, mesmo dormindo o número de horas adequado;
  • Ter olheiras frequentes e coça o nariz com a mão muitas vezes ao dia;
  • Pedir constantemente para as pessoas repetirem o que foi falado e podem parecer desatentas (o que pode estar relacionado a ouvido tampado);
  • Ter otites ou sinusites várias vezes ao ano;
  • Apresentar dificuldade de concentração na escola;
  • Ficar irritadas ou agitadas sem motivo aparente.

Como esses sinais se confundem com comportamento, sono ruim ou “fase”, a alergia pode passar anos sem ser investigada.

Sinais de que vale procurar avaliação

Não é preciso esperar uma crise grave. Considere agendar uma avaliação se você ou alguém da família:

  • Usa antialérgico com frequência e os sintomas sempre voltam;
  • Tem crises que se repetem todos os anos na mesma época;
  • Convive com nariz entupido, espirros ou coceira por mais de duas semanas;
  • Tem sinusites, otites ou dores de garganta recorrentes;
  • Ronca, dorme mal ou acorda cansado;
  • Percebe piora dos sintomas em ambientes específicos (casa, trabalho, escola, perto de animais);
  • Já tentou “mudar tudo em casa” e nada resolveu.

Como funciona a investigação da alergia

1. Consulta com o alergista:
O médico avalia o histórico dos sintomas, os ambientes em que a pessoa vive e trabalha, a frequência das crises e o que já foi tentado. Muitas pistas sobre o gatilho aparecem já nessa conversa.

2. Teste alérgico
O teste cutâneo (prick test) é o mais utilizado: pequenas gotas de extratos de alérgenos são aplicadas na pele do antebraço, e a reação é observada em cerca de 15 a 20 minutos. É rápido, pouco invasivo e pode ser realizado em crianças. 

3. Avaliação otorrinolaringológica, quando indicada
Se houver sinais de sinusite, obstrução nasal importante, alterações no ouvido ou ronco, o otorrino avalia se há outras causas envolvidas — como desvio de septo, hipertrofia de adenoide ou pólipos. 

4. Plano de tratamento
Com o gatilho identificado, o plano pode incluir medidas de controle ambiental, medicação ajustada ao perfil do paciente e, quando indicada, imunoterapia.

Perguntas frequentes

Alergia tem cura?
A predisposição alérgica é uma característica do organismo e não “desaparece”. Mas os sintomas podem ser controlados de forma consistente e, em alguns casos, a imunoterapia reduz significativamente a sensibilidade ao alérgeno, com melhora duradoura. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Teste alérgico dói?
O teste cutâneo causa apenas um leve desconforto no momento da aplicação, parecido com um arranhão superficial. Se houver reação, a região pode coçar por alguns minutos, mas você estará em um ambiente preparado para isso.

Criança pode fazer teste alérgico?
Sim. O teste cutâneo pode ser realizado em crianças, e a indicação depende da avaliação médica.

Preciso parar o antialérgico antes do teste?
Em geral, porque os anti-histamínicos podem interferir no resultado. O tempo de suspensão é orientado pela clínica no agendamento. 

O que é imunoterapia? É a “vacina para alergia”?
Vacina para alergia é um nome popular. A imunoterapia consiste na aplicação de doses controladas e crescentes do alérgeno ao qual a pessoa é sensível, com o objetivo de reduzir a reação do organismo ao longo do tempo. Tem indicação específica, duração prolongada e acompanhamento médico. 

Devo procurar o alergista ou o otorrino primeiro?
Se os sintomas principais são espirros, coceira e nariz escorrendo, o alergista costuma ser o ponto de partida. Se há obstrução nasal persistente, sinusites, dor ou sintomas de ouvido, o otorrino pode iniciar a investigação. Na prática, as duas especialidades trabalham de forma complementar e é comum que uma encaminhe para a outra.

Alergista e otorrino em Criciúma, no mesmo lugar

A Otopan conta com médico alergista e otorrinolaringologistas em uma mesma estrutura, o que permite que a investigação das alergias respiratórias aconteça de forma integrada: da consulta inicial aos testes alérgicos, passando pela avaliação das consequências da alergia no nariz, na garganta e nos ouvidos, até o direcionamento do tratamento.

Otopan | Ouvido, Nariz e Garganta
📍 Bairro Pio Corrêa — Criciúma/SC
☎️ (48) 3056-2069 — ligação e WhatsApp

Convive com crises que sempre voltam?
Fale com a equipe da Otopan no WhatsApp e agende uma avaliação com o alergista.

Atenção: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. O diagnóstico e o tratamento das alergias devem ser realizados por médico especialista.

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